• Marina Torres

ODS 2: O grande desafio da fome zero

Atualizado: Ago 5

Saiba mais sobre os desafios que estão sendo enfrentados na luta contra a fome mundialmente, como empresas e países vêm agindo, qual o desempenho brasileiro e quais as principais recomendações para evoluirmos no segundo ODS da ONU, fome zero e agricultura sustentável.



De acordo com estimativas feitas pelo World Food Programme da ONU em 2020, se as tendências da atualidade continuarem, 840 milhões de pessoas estarão em situação de fome até 2030 ao redor de todo o mundo, cenário totalmente contrário ao proposto pelo segundo Objetivo de Desenvolvimento Sustentável: fome zero.


O tema está cercado de contradições. Segundo a Action Against Hunger, organização comprometida em acabar com a fome, produzimos mais do que o suficiente para alimentar a todos, mas, mesmo assim, cerca de 690 milhões de pessoas passam fome todos os dias mundialmente. Além disso, estima-se que pequenos produtores são os responsáveis pela produção de aproximadamente 70% dos alimentos do mundo, mas esses são os grupos mais suscetíveis à insegurança alimentar. No Brasil, não é diferente. Ao mesmo tempo que somos o terceiro maior produtor de alimentos, ficando atrás somente da China e dos Estados Unidos, aproximadamente 19 milhões de brasileiros passam fome.



Mas o que é a fome?


De acordo com o Relatório da Fome de 2020 da ONU, fome é o termo utilizado para definir os períodos em que as populações passam por insegurança alimentar grave, podendo ficar dias inteiros sem comer, seja por falta de dinheiro, falta de acesso a alimentos ou a outros recursos. A insegurança alimentar é classificada e definida pela ONU em três níveis:


  • Insegurança alimentar leve: quando os indivíduos não têm certeza se conseguirão ter acesso a alimentos no futuro. Nesse cenário, a qualidade dos alimentos disponíveis já pode ser ruim;

  • Insegurança alimentar moderada: quando os indivíduos têm uma quantidade restrita de alimentos ou quando já não há quantidade o suficiente para suprir suas necessidades nutricionais e

  • Insegurança alimentar grave: quando os indivíduos passam por privação severa de alimentos


Enquanto a insegurança alimentar está relacionada à disponibilidade, acesso e utilização da comida, existem outros conceitos como a subnutrição e a malnutrição. Segundo as definições do International Food Policy Research Institute, a subnutrição se refere à ingestão de menos nutrientes, vitaminas e minerais do que o necessário, sendo que a malnutrição engloba problemas em dietas desbalanceadas de forma geral, para mais (supernutrição) e para menos (subnutrição).


Para apoiar a definição de fome e classificar diferentes fases de segurança alimentar, uma escala científica conhecida como Classificação Integrada de Fases de Segurança Alimentar (IPC) vem sendo utilizada desde 2007. De acordo com o IPC, a segurança alimentar pode ser classificada em cinco níveis: segurança alimentar geral, insegurança alimentar moderada/limitada, crise aguda de alimentação e subsistência, emergência humanitária e fome/catástrofe humanitária.


Segundo a escala IPC, a fome existe em determinada região quando mais de 20% da sua população passa por escassez de alimentos, mais de duas em cada 10.000 pessoas morrem por dia e a desnutrição aguda afeta mais de 30% da população.


Outra ferramenta que objetiva evidenciar a situação mundial com relação à carência alimentar é o Mapa da Fome, criado pela ONU. O mapa é constituído por países que apresentam 5% ou mais de sua população em situação de subalimentação, ou seja, que não possuem alimentos em quantidade suficiente ou que não tenham os nutrientes necessários.



Agricultura sustentável como uma das soluções para questão da fome no mundo


A agricultura também exerce um papel importante na luta contra a fome no mundo, mas não apenas pelo fato de ser o setor responsável pela produção dos alimentos que consumimos, mas também por seus impactos nas questões climáticas.


Eventos climáticos extremos como secas e tempestades têm grande potencial de destruição

das safras agrícolas. Ainda que sejam fenômenos naturais, a frequência e intensidade desses acontecimentos vêm se tornando cada vez maiores com a ação humana e com o aquecimento global, e grande parte das emissões de gases de efeito estufa (GEE) do Brasil, por exemplo, são provenientes do próprio manejo da terra.


De acordo com dados do SEEG (Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa), em 2019 o Brasil emitiu 2,2 bilhões de toneladas de GEE, sendo que 72% foi proveniente das atividades de uso do solo, correspondentes aos setores da Mudança de Uso da Terra e da Agropecuária.


As principais atividades exercidas na agropecuária que emitem esses gases são o desmatamento, a degradação de pastagens, a fermentação entérica - processo de digestão dos materiais orgânicos por ruminantes como vacas e ovelhas - e a utilização de fertilizantes.


Dessa forma, temos um ciclo que se reforça cada vez mais, no qual o setor contribui para o aquecimento global e, consequentemente, para seu próprio enfraquecimento. Isso ocorre pois quanto mais frequentes forem os eventos climáticos, por mais perturbações passarão as cadeias alimentares e mais alimentos serão perdidos. Em decorrência disso, segundo relatório elaborado em 2019 pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), os preços de cereais ao redor do mundo podem subir até 29% até 2050. Além de levarem à perda de alimentos em termos de quantidade, os pesquisadores do IPCC apontam que maiores quantidades de GEE também comprometem a qualidade desses alimentos, que têm seus valores nutricionais reduzidos.


Outro aspecto da agricultura que tem grande impacto no meio ambiente é o modo de produção. Atualmente, o modo de cultivo mais utilizado ao redor do mundo é a monocultura, que vem sendo praticada no Brasil desde a época colonial e consiste na utilização de grandes pedaços de terra para realizar o plantio de apenas uma espécie de planta. No entanto, essa ocupação única do solo por longos períodos de tempo faz com que os mesmos nutrientes sejam retirados da terra, gerando sua a exaustão e seu empobrecimento nutricional.


Além disso, o surgimento de pragas é facilitado e, com elas, grandes plantações podem ser dizimadas em questão de dias. Um estudo realizado pela ONU constatou que cerca de 40% da produção agrícola global é atualmente perdida para as pragas, o que representa uma perda de mais de 220 bilhões de dólares anualmente. Como consequência, é feito o uso intensivo de agrotóxicos e fertilizantes, que podem provocar a contaminação do solo e dos lençóis freáticos.


Outro ponto importante é que para abrir espaço para a espécie que será cultivada, faz-se necessário remover toda a cobertura vegetal original, aumentando os níveis de desmatamento e destruindo o habitat de diversas espécies de animais. Como o solo tende a ficar cada vez mais pobre a cada ciclo de plantio, a monocultura estimula que cada vez mais áreas sejam desmatadas para abrir espaço para um novo cultivo mais produtivo. Em decorrência desses fatos, é preciso pensar em outras formas de produzir, utilizando um modo de agricultura sustentável, como prevê o ODS 2.


Um exemplo de modelo que une o desenvolvimento econômico das populações rurais com a conservação do meio ambiente são os chamados sistemas agroflorestais (SAFs) ou agroflorestas. Nesses sistemas, diversas culturas agrícolas são cultivadas ao mesmo tempo e são integradas ao plantio de árvores madeireiras e frutíferas, simulando os processos naturais da natureza. Os principais benefícios desse modo de cultivo em comparação ao modo tradicional são:


  • Recuperação da fertilidade do solo

  • Utilização de adubo verde proveniente das podas da própria plantação

  • Controle de pragas

  • Não utilização de agrotóxicos e fertilizantes

  • Oferta mais estável de produtos aos produtores ao longo do ano

  • Maior produtividade dos plantios

  • Redução do risco de erosão por conta da maior infiltração de água

  • Constituição de habitat para espécies de animais

  • Potencial de reconstituição de fontes de água


No entanto, esse sistema também possui algumas desvantagens. Por gerar essa integração com as florestas, é preciso dedicar mais tempo e esforço em seu manejo, já que a mecanização desse processo ainda é dificultada. Além disso, é necessário ter um conhecimento técnico mínimo, já que as espécies de plantas escolhidas e suas posições no sistema devem ser muito bem planejadas para que os SAFs tenham sucesso.



Metas da ONU


Figura 1 - Metas e indicadores do ODS 2 da ONU

Fonte: elaboração própria a partir de dados da ONU



Exemplos de países que se destacaram no combate à fome e no desenvolvimento da agricultura sustentável


De acordo com dados do Global Hunger Index (GHI), os dois países que mais evoluíram com relação à fome de 2000 a 2020 foram o Azerbaijão e o Uzbequistão.


O GHI determina a fome em uma escala de 100 pontos, onde 0 é a melhor pontuação, indicando um país sem pessoas em condição de fome, e 100 é o pior dos casos. Para o cálculo, são considerados quatro indicadores: subnutrição (parcela da população com ingestão calórica insuficiente), child wasting (proporção de crianças menores de cinco anos com peso baixo para a altura, refletindo desnutrição aguda), nanismo infantil (parcela de crianças menores de cinco anos que têm baixa estatura para sua idade, refletindo desnutrição crônica) e mortalidade infantil (taxa de mortalidade de crianças menores de cinco anos, refletindo em parte a combinação fatal de nutrição inadequada e ambientes insalubres).


Figura 2 - Escala de gravidade do Global Hunger Index

Fonte: Global Hunger Index


O Azerbaijão, melhor colocado no ranking em termos de variação percentual, conseguiu reduzir o seu índice em 76% de 2000 a 2020, sendo a sua pontuação inicial 25 e a final, 6. Já o Uzbequistão teve, no mesmo período, uma redução de 72,5%, partindo de 24,4 pontos em 2000 para 6,7 em 2020.


De acordo com o Ministro da Agricultura do Azerbaijão, Ismat Abbasov, as políticas públicas implementadas pelo presidente Ilham Aliyev em conjunto com uma série de projetos realizados pelo país em parceria com a FAO (Food and Agriculture Organization), tiveram impactos positivos na situação de pobreza e fome do país. Somente de 1995 a 2012, a FAO implementou 23 projetos no Azerbaijão, abrangendo o ensinamento de práticas de conservação na agricultura, disseminação de conhecimento a respeito da situação de pescadores e aquicultores para o desenvolvimento desses setores, agricultura orgânica, apoio ao desenvolvimento do Programa Nacional de Florestas e Legislação Florestal, entre outros.


Outro fator que contribuiu para a evolução do Azerbaijão na classificação do GHI foi a implementação de um programa educacional para as mães, de forma a orientá-las sobre a amamentação. O programa foi criado pela UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e tem se mostrado efetivo para a redução dos níveis de nanismo infantil em 5% de 2000 a 2019, já que a amamentação nos primeiros seis meses de vida é um dos métodos mais eficazes para garantir o desenvolvimento saudável de uma criança.


O Uzbequistão também obteve ajuda externa. Muitos voluntários e organizações como a Action Against Hunger contribuíram diretamente para a redução dos índices de subnutrição no país através de ações como o treinamento e capacitação dos agricultores locais em técnicas e aplicações da sustentabilidade, oferta de trabalho para ajudar com renda extra, fornecimento de recursos para a construção e manutenção de fontes de água e realização de pesquisas e estudos para entender quais os principais fatores que afetam a subnutrição no país.


Mesmo com essas melhoras expressivas, os países se encontram em 25º e 30º lugar, respectivamente, no ranking do GHI. No Uzbequistão, uma das causas da insegurança alimentar é o lento crescimento do produto interno bruto (PIB) que não acompanha o crescimento populacional. Além disso, a economia do país gira em torno da agricultura, principalmente da produção de algodão, o que faz com que haja um risco econômico maior por dependerem fortemente de um único produto.


Como descrito anteriormente, ambos os países evoluíram, passando de uma situação de fome séria, de acordo com a escala GHI, para uma situação de fome baixa. No entanto, ainda há muito trabalho a ser feito. A boa notícia é que é possível chegar lá.



Exemplos de empresas que se destacaram no combate à fome e no desenvolvimento da agricultura sustentável


Como exemplos reais de empresas que estão se mobilizando em favor do ODS 2, podemos examinar os casos da Kraft Heinz e do iFood:


Kraft Heinz: a companhia possui uma forte frente de luta contra a fome e a realiza, muitas vezes, em conjunto com outras organizações. Um exemplo disso é a parceria firmada com a Feeding America, organização sem fins lucrativos que possui uma rede de mais de 200 bancos de alimentos e beneficia mais de 46 milhões de pessoas. A Kraft Heinz apoia mais de 33 desses bancos de alimentos e, somente em 2019, doou 17,5 milhões de libras em produtos. Durante os mais de 7 anos de parceria, foram doadas mais de 300 milhões de libras para a causa, apoiando o combate à fome infantil e à fome dos idosos.


Outra parceria feita pela empresa foi a com a Rise Against Hunger, organização internacional sem fins lucrativos que realiza a distribuição de alimentos a pessoas em necessidade em países em desenvolvimento. Desde 2013, a parceria possibilitou o desenvolvimento e distribuição de sachês de micronutrientes contendo vitaminas e minerais essenciais. Somente em 2019, a Rise Against Hunger produziu 78,2 milhões de refeições que foram distribuídas acompanhadas dos sachês de micronutrientes.



iFood: a empresa brasileira, atuante no mercado de entrega de refeições desde 2011, tem se esforçado para contribuir na luta contra a fome que se atenuou ainda mais com a pandemia do Covid-19. Desde janeiro de 2020 a plataforma disponibiliza a seus usuários a opção de realizar doações de refeições e cestas básicas, tendo arrecadado ao todo aproximadamente 8 milhões de reais e doado cerca de 2 mil toneladas de comida, beneficiando mais de 600 mil pessoas por todo o Brasil.


O projeto é feito em parceria com empresas como Mastercard, Unilever e Copagaz e com ONGs como Ação Cidadania, Orgânico Solidária, Gerando Falcões, CUFA e SEFRAS.



Desempenho brasileiro


Entre 2002 e 2013, o número de brasileiros em situação de subalimentação caiu em 82%, o que fez com que, em 2014, o país deixasse de fazer parte do Mapa da Fome. Mas infelizmente, essa realidade durou pouco.


Com a crise econômica enfrentada pelo país em 2015, foram feitos cortes no orçamento e as políticas sociais perderam força, fazendo com que as preocupações com relação à situação da fome voltassem a surgir no país. De acordo com os dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2017-2018, realizada pelo IBGE, a quantidade de pessoas que viviam em situação de segurança alimentar e, portanto, possuíam uma alimentação suficientemente nutritiva, era a menor em 15 anos. Ainda sobre os dados do estudo, 10,3 milhões de brasileiros estavam em situação de fome, o que representa um aumento de 3 milhões de pessoas em apenas 5 anos. Importante ressaltar, também, que esse valor não leva em consideração a quantidade de pessoas em situação de rua, o que agravaria ainda mais esse indicador.


Frente a essa situação, se especulava que já em 2018 o Brasil voltaria ao Mapa da Fome, mas foi somente em 2020, segundo as análises de Francisco Menezes, pesquisador do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) e ex-presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), que a informação se confirmou. De acordo com o pesquisador, a evolução da extrema pobreza e o corte orçamentário de políticas públicas com foco em garantir segurança alimentar foram os principais fatores que levaram a esse resultado. Segundo ele, "houve um desmonte muito grande nessas políticas [...]. Alguns, como programa de aquisição de alimentos de agricultura familiar, com compra institucional, foram praticamente zerados [até 2018]".


Em 2019, por exemplo, o Consea foi extinto pela segunda vez. O Conselho havia sido criado em 1993 e encerrado em 1994 por Itamar Franco, e posteriormente reconstituído no governo Lula, em 2003. De acordo com Helder Salomão, presidente da CDHM (Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados), “a extinção do Consea fragiliza o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. Essa lei é muito importante para o cumprimento do direito humano à alimentação adequada, que também está na Constituição e em pactos internacionais dos quais o Brasil faz parte”.


Somado a isso, temos a pandemia do Covid-19, que segundo o documento “O Vírus da Fome: como o coronavírus está aumentando a fome em um mundo faminto” elaborado pela Oxfam, poderia levar à morte de até 12 mil pessoas por fome diariamente até o final de 2020 ao redor do mundo. Com o fechamento dos negócios, muitas pessoas perderam sua fonte de renda, ao mesmo tempo em que, até junho do ano passado, no Brasil, apenas 10% do auxílio emergencial prometido pelo governo havia sido distribuído. De acordo com a gerente de Programas e Campanhas da Oxfam, Maitê Guato, “os riscos de disparada da fome no país são imensos quando o Estado brasileiro falha em garantir as condições mínimas de sobrevivência a todas as pessoas impactadas pela pandemia. Não basta criar programas de proteção, o que muda a vida das pessoas é fazer os recursos chegarem na ponta”.



Tomando como base de análise o indicador 2.1.1, cuja variável é a proporção de pessoas vivendo em condições de subalimentação, o Brasil apresenta uma evolução relevante até 2018, se distanciando da realidade do restante da América Latina e Caribe e alcançando a dos Estados Unidos. No entanto, diversos outros fatores influenciam o alcance dos objetivos envolvidos no segundo ODS, como a prevalência de insegurança alimentar moderada ou grave (indicador 2.1.2). Nesse caso, o país apresentou uma pequena melhora de 2017 a 2018, mas os níveis ainda seguem muito elevados.



Frente à situação que enfrentamos atualmente, pouco pode ser comemorado. O Brasil, assim como muitos países do mundo, ainda tem um longo caminho a percorrer.



Recomendações para o combate à fome no Brasil e no mundo


A SDG Compass, ferramenta criada para auxiliar organizações a contribuírem com a agenda 2030, cita alguns exemplos de iniciativas que empresas podem adotar para ajudar no combate à fome. São elas:


  • Apoiar, incentivar e demonstrar a viabilidade contínua da agricultura de pequena escala, sustentando as comunidades de produtores por meio do desenvolvimento de parcerias com cooperativas e organizações de produtores que apoiam pequenos agricultores. Para empresas maiores, estabelecer relações comerciais de longo prazo que apoiem os pequenos produtores.

  • Investir em tecnologia agrícola sustentável, intensificando a colaboração com instituições acadêmicas e científicas.

  • Demonstrar apoio à diversidade genética de sementes, plantas e animais e relatar a contribuição da empresa para a biodiversidade.

  • Promover o conhecimento, experiência e compartilhamento de dados entre empresas e outros atores, contribuindo para plataformas globais de dados que coletam e compartilham informações e estatísticas agrícolas com todos os atores ao longo da cadeia de valor agrícola, incluindo agricultores.

  • Manter os mais altos padrões de sustentabilidade nas práticas de abastecimento, melhorando a rastreabilidade das commodities e demonstrando transparência na cadeia de abastecimento agrícola.


Saindo da esfera privada, é necessário que outras medidas sejam tomadas. Acabar com os conflitos e guerras é primordial, ao mesmo tempo em que políticas públicas devem ser criadas e mantidas no longo prazo, de forma a dar suporte à população em vulnerabilidade. Além disso, a união tem se mostrado uma grande aliada no combate à fome. Tanto os países que melhor desempenharam quanto as empresas citadas acima realizaram seus projetos em parceria, sendo capazes de expandir seus resultados e impactos.


De acordo com Luisa Porto, pesquisadora Associada do Instituto Nossos Riachos e professora da FGV, a redução de desigualdades e a colaboração entre empresas, indivíduos e governos são os pontos chave para evoluirmos na luta contra a fome.

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